Uberlândia terá plano de segurança pública com participação da sociedade civil
Uberlândia terá um plano de segurança pública que vai integrar as ações de todos os órgãos de segurança, do Poder Público Municipal e da sociedade civil. O projeto piloto começa a ser alinhado com base nas informações apresentadas nesta quinta-feira (14) pelas polícias Civil, Militar, Bombeiros, Federal, Rodoviária Federal e 36º Batalhão de Infantaria Motorizado (36º BIMtz), em reunião no gabinete do prefeito Gilmar Machado e que teve ainda a participação efetiva de representantes dos principais segmentos da sociedade civil que integram o G7 (CDL, Sindicato Rural, Aciub, Fiemg, OAB, Sociedade Médica e Conselho de Veneráveis).
As primeiras medidas foram anunciadas pelo prefeito, que pediu o envolvimento da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento para ajudar no georeferenciamento da zona rural feito pela Polícia Militar visando a identificação de pistas clandestinas de pouso. Outra medida é a utilização dos dados do serviço de recrutamento do 36º BIMtz para ações das secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Social e Trabalho.
De acordo com o tenente-coronel Rocha Lima, comandante do 36º BIMtz, em 2012 cerca de 6 mil jovens entre 17 e 18 anos participaram do alistamento militar e passaram pelo processo de seleção com avaliações física, médica e social. Desses, pouco mais de 200 permaneceram no serviço militar. A maioria dos que não passaram na seleção volta para a sociedade sem ser reaproveita ou assistida por programas sociais. “Nós conseguimos conhecer minuciosamente estes rapazes e seria muito interessante aproveitar e direcionar estes jovens para o bom desenvolvimento social e econômico”, disse o comandante.
Dentro da proposta de integração, uma das medidas será o cruzamento das informações para mapear a situação e fazer o planejamento de ações conjuntas. “Criar ambientes para trabalhar e ter freqüência das reuniões com a participação de todos os setores será fundamental para consolidar o projeto”, disse o coronel Dilmar Crovato, comandante da 9ª Região da PMMG.
“O comando das ações será feito pela Polícia Militar, a Prefeitura entrará com ações que ajudem a polícia a fazer a segurança”, disse Gilmar Machado, citando o exemplo da construção, pela Prefeitura, de quatro casas e de um posto policial no distrito de Miraporanga para a Polícia Militar melhorar a segurança naquela região.
O projeto de segurança pública terá ações de curto, médio e longo prazo. “Precisamos agir com ousadia e pensar na cidade que queremos para daqui 20, 30, 40 anos e chegarmos a um projeto que será exemplo para outras cidades”, disse o Pedro Lacerda, presidente da Fiemg Regional.
Cristiane de Paula
14/03/13
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