quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Manaus quer importar tecnologia do Dmae

Manaus quer importar tecnologia do Dmae


Técnicos da Manaus Ambiental, concessionária responsável pelo abastecimento e tratamento de água da capital amazonense, passaram dois dias em Uberlândia conhecendo as tecnologias empregadas pelo Dmae na produção de tubulações e equipamentos de aço.
A Fábrica de Tubos de Aço do Dmae, idealizada em 1967 e inaugurada no ano de 1970, possibilitou a construção da Estação de Tratamento de Água Sucupira, trazendo para Uberlândia a novidade da água tratada. Sem autonomia na produção das adutoras, o Dmae teria dificuldades, ainda hoje, de praticar a menor tarifa do país.
      A Manaus Ambiental é a maior concessionária privada da América Latina e realiza, hoje, uma cobertura de 95% de tratamento de água, contando com duas Estações de Tratamento e 181 poços tubulares. Em contrapartida, apenas 15% do esgoto de Manaus, que conta com uma população de 1 milhão e 800 mil habitantes, é coletado e tratado.
      Segundo o gerente de serviços, Thiago Costa Santana, com a necessidade de construir uma nova adutora para atender às regiões leste e norte da cidade, a empresa se deparou com um obstáculo. “A grande distância de Manaus em relação ao mercado produtor, não permite a entrega das tubulações nos prazos e custos que necessitamos”, esclarece. Pelas contas do engenheiro seriam necessárias 400 carretas para transportar as adutoras de 600mm que a obra exigirá.
      Aumento de custos é precisamente o que a Manaus Ambiental quer evitar. Hoje a tarifa mínima residencial de água (até dez mil litros) de Manaus é de R$ 44,78, contra R$ 21,62, de Uberlândia. Além disso, enquanto 80% da população da capital amazonense recebe água 24 horas, para os 20% restantes o fornecimento é de 12 horas. O volume de água roubado, de acordo com Thiago Costa, daria para abastecer duas vezes a população de Manaus.
      Após dois dias trocando informações com os técnicos do Dmae, o gerente de Manutenção Eletromecânica, Armstrong Rodrigues Porto, disse que se depender dele, a Manaus Ambiental terá em breve a sua fábrica de tubos de aço. “Amanhã mesmo”, diz categórico. “Ainda realizaremos estudos relativos ao solo e ao clima, mas do ponto de vista da adequação do aço às nossas necessidades relativas à custo e prazos, ela nos atende plenamente”. A Ambiental já tem, inclusive, um fornecedor da matéria-prima.


Dmae

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