Exposição conta a história do saneamento em Uberlândia
O projeto do Dmae “Saneamento: Você faz parte desta História”, que por meio de painéis ilustrados pelo artista gráfico Valtênio Spíndola narra momentos marcantes da história do saneamento de Uberlândia, está percorrendo as diversas unidades do Departamento Municipal de Água e Esgoto de Uberlândia. “A proposta é mostrar como é dinâmica e desafiadora essa história”, explica o gerente ambiental do Dmae, Leocádio Pereira, coordenador do projeto.
Atualmente instalada no pátio da sede do Dmae - depois de passar pela Fábrica de Tubos e pela Estação de Tratamento Bom Jardim -, a exposição tem início no século XIX, com a formação do arraial de São Pedro de Uberabinha, e traz para conhecimento dos servidores fatos pitorescos, como o do vereador Francisco Gonçalves. Primeiro representante da Câmara a propor uma lei voltada para o abastecimento público, o parlamentar, morador da zona rural, saía descalço de casa e só calçava as botas ao entrar na cidade.
“Quem poderia imaginar que a cidade que possui, desde 1967, uma fábrica de tubos de aço, importou da Inglaterra as suas primeiras tubulações?”, pergunta o diretor geral adjunto, Alexandre Silva. “E o desperdício de água, quem diria, já era discutido pelos vereadores em 1919”, surpreende-se o gerente ambiental, Leocádio Pereira. Para ele, o resgate da memória do saneamento tem um propósito educativo. “Aprendemos que a história do saneamento é também a história de uma comunidade que persegue um sonho e, mesmo com todos os percalços, não desiste de realizá-lo”.
O sonho da água tratada começou do tamanho de um rego d’água; foi tema de inúmeros debates, propostas, negociações e projetos de lei, mas faltava o capital e foi só na segunda metade do século XX (mais especificamente em 1967), que ele se tornou realidade, com a inauguração da Estação de Tratamento Sucupira. “Hoje o veio d’água se transformou em 200 milhões de litros de água que chegam, diariamente, a toda a população de Uberlândia”, diz o engenheiro Leocádio Pereira, há 25 anos, no Dmae. Segundo ele, o saneamento é uma obra permanente, que não se faz sem esforço e vontade de crescer com qualidade de vida, e arremata: “nosso desafio atual é saber usar, com respeito ao meio ambiente”.
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